Quando parar e quando continuar...
Escalar, cavar e simplesmente esperar?
O que fazer nos dias de angustia,
Onde as inquietações tomam lugar de uma certeza agora inexistente.
Uma sensação de que sua própria vida está se esvaindo e você assiste a tudo,
Não sabendo o que fazer
Não sabendo que decisões tomar,
Não sabendo nada, nada.
E tudo continua parecendo igual, ficando aquela percepção própria de que nada continua do mesmo jeito.
Por que simplesmente não paro de sentir o que sinto,
Por que simplesmente não sigo como devo seguir e por que diabos não se pode mandar nos sentimentos já que são meus?
Perturbo-me, aflijo-me, angustio-me.
É exatamente nesse momento que olho do um lado e vejo, estou só.
Não há quem queira ouvir, todos seguem, com suas próprias inquietações, somos todos iguais.
Oscila apenas um sorriso triste, ninguém vê aqui dentro.
Deve haver algo bom atrás do muro,
Algo que nem consigo dimensionar,
É uma esperança de que o melhor está por vir.
Inquietações.
Pensamentos ao ar.
Uma voz que silencia.
No peito um coração escondido.
Eu sei, somos todos iguais nessa selva de pedra.
Porém, ninguém confia em mais ninguém.